O XIV Encontro Nacional dos Estudantes de Arte – Enearte ocorreu entre os dias 19 e 25 de setembro na cidade de Ouro Preto, no maior sítio preservado da arquitetura barroca. O Encontro, que foi uma realização da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com apoio da Federação Nacional dos Estudantes de Arte (Fenearte), teve como tema nesta edição “Um olhar transgressor: das origens a atualidade”. Através do diálogo entre as diversas áreas do saber artístico – circo, teatro, dança, música, literatura, audiovisual, artes visuais e museologia, o Encontro suscitou o debate em torno da arte, educação, sociedade, política, meio ambiente, dentre outros.
O Enearte, que contou com oficinas, palestras, plenárias, mostras artísticas, grupos de discussão e banners de projetos científicos, teve a participação da Rede Juvenil Pelo Patrimônio Mundial em uma mesa redonda sobre áudio-visual e patrimônio cultural. O tema “Atalhos e Retalhos: olhares e perspectivas sobre o Patrimônio” teve como objetivo discutir a ferramenta do áudio-visual como facilitador nas ações de Educação Patrimonial. A mesa contou com a mediação da psicóloga Claudia Itaborahy e com a participação dos integrantes da REJUPAM, Mariana Nery, Marcos Gonh, Juliana Palmeira e Ellen Krohn, e Douglas Aparecido, como produtor.
O debate suscitou a discussão entorno do papel do indivíduo como sujeito primordial para a valorização do patrimônio cultural, levando em consideração os conceitos de patrimônio, memória e identidade, ressaltando a participação ativa e o envolvimento da comunidade nos processos de gestão dos bens culturais. O debate apontou ainda a importância das novas ferramentas disponíveis para a viabilização dos processos de salvaguarda do patrimônio cultural: o Audiovisual e as mídias sociais, ferramentas utilizadas em todo percurso do fórum como instrumentos de registro e difusão dos bens culturais visitados e estudados.
A apresentação do curta “Sou Jovem, meu patrimônio é o mundo”, produzido pelos jovens durante o Fórum Juvenil em julho deste ano, apresentou o audiovisual como meio de expressão, uma manifestação significante que expõe a visão de mundo e a construção de identidade do sujeito, oportunizando aos grupos socais a leitura e tradução própria de sua realidade, de sua cultura. Neste sentido, as novas tecnologias configuram-se como instrumentos de difusão, e na mesma medida, de (re)conhecimento do patrimônio cultural, para que, como já dizia Aloísio Magalhães, a preservação se dê em função do conceito de pertencimento, pelo amor à memória coletiva.
Mariana Nery e Ellen Krohn
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“Sólo se preserva aquello que se ama, sólo se ama aquello que se conoce”. Aloísio Magalhães
El XIV Encuentro Nacional de los Estudiantes de Arte – Enearte- se realizó entre los días 19 y 25 de septiembre en Oro Negro, la ciudad que mejor preserva su arquitetura barroca. El Encuentro, que fue realizado por la Universidad Federal de Oro Negro (UFOP) con apoyo de la Federación Nacional de los Estudiantes de Arte (Fenearte), tuvo como tema “Una mirada transgresora desde los orígenes a la actualidad”. A través del diálogo entre las diversas áreas del saber artístico – circo, teatro, baila, música, literatura, audiovisual, artes visuales y museologia, el Encuentro suscitó el debate en torno al arte, educación, sociedad, política, medio ambiente, entre otros.
El Enearte, incluyó talleres, conferencias, sesiones plenarias, exposiciones de arte, grupos de discusión y banners de proyectos científicos y tuvo la participación de la Red de Jóvenes por el Patrimonio Mundial, en una mesa redonda sobre el patrimonio audiovisual y cultural con el tema “Atajos y fragmentos: puntos de vista y perspectivas sobre el Patrimonio” que tuvo como objetivo discutir la herramienta audiovisual como un facilitador para la Educación sobre el Patrimonio. La discusión incluyó la mediación de la psicóloga Claudia Itaborahy y contó con la participación de los miembros de REJUPAM, Nery Mariana, Gonh Marcos Palmeira Juliana y Krohn Ellen Douglas, y Ali, como productor.
El debate planteó la discusión en torno al papel del individuo como sujeto primordial para valorizar el patrimonio mundial, teniendo en cuenta los conceptos de patrimonio, memoria e identidad y destacando la participación activa y la participación comunitaria en los procesos de gestión de los bienes culturales. El debate también destacó la importancia de las nuevas herramientas disponibles para la viabilidad de los procedimientos de salvaguarda del patrimonio cultural: los medios de comunicación audiovisual y social, y que fue la herramienta utilizada en todos los cursos del foro como un medio de registro y difusión del patrimonio cultural visitado y estudiado.
La presentación del corto “Soy joven, mi patrimonio es el mundo”, producido por los jóvenes durante el Foro Juvenil en julio de este año, presentó a través de um medio audio-visual de expresión, una manifestación importante que expone la visión del mundo y la construcción de la identidad del sujeto , proporcionando oportunidades para que los grupos sociales hagan una lectura y traducción de su propia realidad, de su cultura. En este sentido, las nuevas tecnologías aparecen como instrumentos de difusión, y en un mismo grado de (re) conocimiento del patrimonio cultural, para que como dijo Aloisio Magalhaes, la preservación se de en función del concepto de pertenencia, por amor a la memoria colectiva.
Texto por Mariana Nery e ellen Krohn
Traduccion de Silvana Zeppilli
Comentários em: "“Só se preserva aquilo que se ama, só se ama aquilo que se conhece” Aloísio Magalhães" (2)
MUITO BEM GALERA VAMOS EXPANDIR NOSSA REDE CONTANDO NOSSAS EXPERINECIAS E CONVERTENDO OS 10 DIAS DE APRENDIZAGEM EM UMA ETERNIDADE DE CONHECIMENTOS. SOMOS MULTIPLICADORES…
Vocês são show! me orgulho muito de falar dessa rede juvenil que mostra melhor que muitos de nós adultos quais os caminhos da preservação. Parabéns.